Audiências públicas fortalecem diálogo para garantir manutenção e expansão do Ifap Imprimir
Ter, 04 de Julho de 2017 09:29

Com o tema “Diálogo aberto entre poder público e comunidade escolar: soluções orçamentárias e políticas para garantir a continuidade de funcionamento das unidades do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá”, audiências públicas foram realizadas pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap), simultaneamente, em três municípios - Laranjal do Jari, Macapá e Pedra Branca do Amapari, na tarde de sexta-feira (30/6). As audiências tiveram como pauta principal a apresentação da situação financeira do Instituto, mostrando a relação entre o crescimento da instituição em número de unidades implantadas, matrículas de estudantes e servidores e o decréscimo do orçamento ocorrido nos últimos anos, bem como a discussão de pautas específicas nos respectivos municípios. Além de servidores e estudantes, participaram deputados federais, deputados estaduais, os prefeitos ou representantes, vereadores e demais autoridades locais, assim como a comunidade. Confira todas as fotos no facebook do Ifap.

Visão geral da quadra a partir das cadeiras brancas ocupadas e ao fundo a mesa de honraNo campus Macapá, a apresentação da pauta principal foi feita pelas pró-reitoras de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Rosana Tomazi, e de Administração, Tatiane Vaz Cardoso. Também compuseram a mesa de honra a deputada federal Janete Capiberibe e o deputado federal André Abdon, o secretário municipal de Educação, Promotor Moisés, representando o prefeito Clécio Luís, além dos diretores gerais dos campi Dejildo Roque, em exercício de Macapá, Marlon Nascimento, de Santana, e Lutemberg Santana, de Oiapoque, bem como os representantes dos senadores João Capiberibe e Randolfe Rodrigues.

A estudante Iessa Dias relatou problemas de iluminação e segurança no entorno do campus Macapá, principalmente no período noturno. De acordo com o secretário municipal de Educação, foi feita solicitação à Companhia de Transporte do Município de Macapá (CTMAQ) a respeito do transporte e ausência de passarelas. Também foi debatida a possibilidade de recursos para a construção de laboratórios para novos cursos técnicos, em cerâmica, estradas e línguas, no campus Macapá.

Em relação ao campus avançado de Oiapoque, os estudantes Elton Aniká, Elson Vidal, Alexandre da Silva e Fábio da Silva defenderam a transformação em campus autônomo, a oferta de cursos técnicos na forma Integrada e a pavimentação completa da rodovia BR-156 de acesso ao município. Ainda foi abordada a possibilidade de implantação da primeira escola federal de ensino médio integral na fronteira franco-brasileira e a oferta de telefonia móvel de melhor qualidade e de internet banda larga no município.

 

Laranjal do Jari

A audiência pública em Laranjal do Jari foi realizada na Câmara Municipal, com a participação da pró-reitora de Extensão, Érika Bezerra, que fez a apresentação da pauta principal, do prefeito Márcio Clay da Costa Serrão, da diretora geral do campus Laranjal do Jari, Marianise Paranhos, do presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Walcimar Fonseca, e do servidor Marcelo Padilha, além de servidores, estudantes e da comunidade.

Nas pautas específicas, foram abordadas necessidades de melhoria na infraestrutura dos cursos superiores, como laboratórios e aquisição de livros, com custo estimado em R$ 1 milhão; a expansão do campus com construção de um novo bloco de ensino, bloco administrativo, refeitório e auditório, no valor de R$ 2 milhões, e aquisição de ônibus padrão FNDE (ônibus com plataforma elevatória, com capacidade para 59 pessoas sentadas, para visitas técnicas e aulas práticas), no valor de R$ 250 mil.

Os participantes se comprometeram a conjugar força política para resolver ou mitigar situação de infraestrutura no campus e arredores, com a melhoria da rede elétrica, iluminação pública, abastecimento de água, policiamento e pavimentação das vias de acesso.

 

Pedra Branca

A quadra esportiva da Escola Municipal São Pedro, em Pedra Branca do Amapari, ficou lotada na audiência pública promovida pelo Ifap, com o apoio da prefeitura. Estudantes do Centro de Referência em Educação a Distância do Ifap, os prefeitos de Pedra Branca, Elisabeth Pelaes, e Serra do Navio, Elson Belo Lobato, vereadores, deputados estaduais, autoridades locais e, principalmente, a comunidade, além de líderes indígenas Wajãpi, participaram do evento, que foi iniciado com banda de música. As pró-reitoras de Desenvolvimento Institucional, Ângela Utzig, e de Ensino, Hanna Patrícia Bezerra, apresentaram a pauta principal, seguidas dos proponentes das pautas específicas.

 

O vice-prefeito José Adecildo de Farias defendeu a transformação do Centro de Referência EaD em um campus do Ifap, possibilitando a expansão na oferta de cursos técnicos, como por exemplo, o curso de Mineração e cursos superiores de tecnologia na área de alimentos e pescados, gestão e licenciatura em Química, Física e Matemática. Como argumento, Farias citou a importância do município na arrecadação de receitas por ser o maior produtor de minérios do Amapá, bem como sugeriu doação em ouro pelas empresas mineradoras a fim de investir na educação. A mesma proposta foi defendida pelo vereador Erik Guilhermino, pelos deputados estaduais Paulo Lemos e Eider Pena e pelo estudante Gabriel da Rocha.

 

Também entre as pautas específicas foi discutida a manutenção da rede elétrica, devido às constantes interrupções no fornecimento de energia, o que tem comprometido as atividades de ensino, principalmente pela oferta de cursos a distância. Quanto à necessidade de internet do tipo banda larga, a deputada estadual Edna Auzier informou que já comunicou a demanda ao ministro da Tecnologia, Gilberto Kassab. Sobre a manutenção da estrada que liga Pedra Branca a Porto Grande, os deputados estaduais Charles Marques e Paulo Lemos afirmaram que estão fazendo cobranças ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Foi levantada ainda a importância da oportunidade de emprego para os profissionais formados pelo Ifap. Edson Roncoleta, representante da mineradora Beadell, disse que a empresa pode suprir parte dos novos técnicos, principalmente na área de meio ambiente.

 

Por Suely Leitão, jornalista da Reitoria

Foto: Amanda Barbosa

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